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Escritor Leo Barbosa


ARRUMANDO AS MALAS PARA IR AO MUNDO

                                                    Leo Barbosa

                                (escritorleobarbosa@hotmail.com)

 

                                   Arrumando as malas para ir ao mundo

 

     Um lar só é doce Lar, quando ultrapassa a necessidade de abrigo e alimento que são imprescindíveis a qualquer ser humano. Precisamos de amor, organização, de alguém que estabeleça limites, que nos instrua para a constituição de um senso moral. O que atara o nó do afeto familiar será o encontro das virtudes de um ente a outro. Os exemplos dados pelos pais, irmãos. É a base do caráter que determinará nossa postura pelo mundo afora. Quando recebemos um quantum de atenção quando somos crianças, desenvolvemos segurança em nós mesmos, porque testemunhamos a crença das pessoas ao nosso redor, com isso cresce a consciência e o desejo de alcançarmos os sonhos que aqueles que nos amam acrescentaram em nós.

     Infelizmente, nem todos os lugares são bons – nem todos os lares são portos seguros. A incerteza de um porto de partida às vezes é maior do que a de um porto de chegada. Mas, quando sairmos dos nossos lares iniciais construiremos nossa própria morada, professaremos nossas lições...

     Chegada a hora de ir pelo mundo afora, que antes parecia tardar, entretanto sem nos darmos conta fomos conduzidos à independência. Marcas e marcos. O ambiente agora é pouco familiar. Vamos em busca de outros colos, ombros, mãos. Agora, será que precisaremos reduzir a bagagem para que a viagem se torne mais leve, ou teremos que utilizar todos os apetrechos disponíveis? Descobriremos o quão é importante saber quais são as nossas forças e fraquezas – e as dos outros. Quando será a hora de pedir um conselho? E de confiar no nosso julgamento próprio? Lya Luft disse: “Quebrar a cara – pode até ser saudável, pois nos dará a chance de reconstruirmos nosso rosto. Quem sabe um rosto mais autêntico”.

      E quando vem o casamento? O filósofo William Bennett, acredita que, na história moderna, o casamento evoluiu de sacramento a contrato, a convenção e, finalmente, a conveniência. Diz que voto de casamento moderno deixou de ser “Até que a morte nos separe” para se tornar “até que a vida nos separe”. Sabemos que os casamentos bem-sucedidos são mais que o cumprimento de regras pré-estabelecidas no contrato. Há de ter a busca de aprimoramento para o ser amado, tanto da parte do homem, quanto da mulher.

     Geralmente, com o matrimônio virão os filhos e como eu disse no início do texto; será fundamental, além de uma casa, o ensinamento da honestidade, perseverança, disciplina... Se os pais não expuserem esses valores, será quase impossível qualquer instituição da sociedade suprir o básico - fazer-se humano, ser humano e ver o humano.

 

(Texto publicado no "Correio da Paraíba" em 05 de fevereiro de 2011)



Escrito por Leo Barbosa às 20h25
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